1a. Edição – mar/abr 07

Olá! Seja bem-vindo à
Maria Joaquina, uma revista (que se
pretende) de arte.

Na década de 40, em Curitiba, surgiu, liderada por Dalton Trevisan, a Revista Joaquim – ‘Em homenagem a todos os Joaquins do Brasil’. Essa publicação (que possui 21 exemplares – de 1946 a 1948) tornou-se uma espécie de porta-voz de um grupo de escritores, críticos e poetas nacionais. Joaquim reunia ensaios de Antonio Cândido, Mario de Andrade, Wilson Martins, Erasmo Pilotto (diretor da revista) e Otto Maria Carpeaux; poemas de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira, Garcia Lorca, T. S. Elliot, Tristan Tzara, Langston Hughes; contos de Dalton Trevisan; ilustrações de Poty Lazarotto, Guido Viaro, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres; além de traduções e etc.

"Não durou muito, se enrabichou por um safado que vivia ali mesmo, nas barbas da cidade."

- ANDRADE, Mário - Nízia Figueira, sua criada. In: Os contos de Belazarte

Maria Joaquina é uma revista (que se pretende) de arte, voltada à multiplicidade – em homenagem a todas as Marias Joaquinas do Brasil (e também, porque não?, a estes grandes nomes que contribuíram imensamente para a literatura e arte nacional).

Conceituar o que é ou o que não é arte, como se sabe não é algo fácil de fazer. Pode-se entendê-la de várias formas e, cremos que esse entendimento pode ser comparado ao olhar-se em um espelho. Dependendo do espelho nos vemos mais gordos, mais magros, mais escuros ou mais claros. Dessa forma, escolhemos um espelho no qual nos vemos melhor, ou que agrada ao ‘outre moi’ ou, ainda, à maioria dos outros eus que há em mim.

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Enfim, com uma dificuldade dessa posta logo no início, passamos a buscar uma multiplicidade de manifestações artísticas que tenham por embasamento os mais diversos entendimentos possíveis, numa profusão de estilos de produções.

Maria Joaquina é um espaço onde várias pessoas podem mostrar a arte que produzem e suas opiniões, torna-las públicas para serem lidas, vistas ou ouvidas. Assim, nossa proposta é o compartilhamento, abrir a outros olhos nossas produções e poder ter aos nossos outras abertas – a troca. Essa troca, porém, não se resume unicamente ao contato com o texto do outro, mas sim com sua opinião, sua visão, proporcionando, dessa forma, o crescimento mútuo.

Desejamos, novamente, que sejam todos bem-vindos e esperamos que apreciem nosso trabalho.

Textos

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Contato: revista@mariajoaquina.org