Olá, raros e caríssimos leitores!
Se a vida corre (ou exige-se que corra), por vezes transformando tudo em efemeridade, na ausência de uma atividade reflexiva sobre o que se faz. Brincar de si mesmo. Representar a si mesmo todos os dias, outrar-se. Necessidade?
"Você poderia me dizer, por favor, qual caminho eu devo seguir?" "Isso depende muito de onde você deseja chegar."
- CARROL, Lewis - Alice no País das Maravilhas
Velocidade, velocidade, velocidade. Cada vez mais. Rápido!
E o parar se perde, em significância e em ser. Não se pára e, em não se parar, o parar deixa de ser e significar. Se em parar se está, parar rápido, é preciso a continuidade da velocidade. Parar rápido, não parando.

E o parar? No parar, outrar-se em si mesmo, ser outro em si, ser fora de si – ver-se como um outro outro, não mais o si mesmo diário (construído pelo olhar do outro), mas um terceiro outro, que pára.
Paremos! Tragamos um outro outro a nós mesmos. Um outro outro que pára, que vê de outro ângulo. Outro outro que des e cons trói. Outro outro que re-significa.
Pare!
Maria Joaquina está em sua segunda edição.
Boa leitura!
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